Pular para o conteúdo

Últimas Notícias

Sistema de ponto eletrônico para motoristas de ônibus e a lei

A Lei do Motorista, de número 13.103/2015, regula a jornada de trabalho de motoristas que trabalham no segmento rodoviário de passageiros. A lei determina tempos de intervalo mínimo entre uma jornada e outra, a fim de manter a segurança e saúde dos motoristas. Isso faz com que o RH de empresas de transporte tenha que garantir um sistema de ponto eletrônico para motoristas de ônibus.

O controle da jornada de motoristas é responsabilidade da empresa. Porém, faze-lo manualmente não é uma tarefa fácil. Afinal, são colaboradores que não ficam internamente dentro da empresa. E isso piora ainda mais quando se trata de frotas com grande quantidade de motoristas.

Antes que a lei começasse a vigorar, em 2015, era comum que o controle de horas dos motoristas fosse feito em diários ou cadernos de ponto. Porém, a tecnologia evolui a favor do empresário, o que permite maior eficiência e praticidade para o dia a dia. Assim, trazendo ferramentas que auxiliam a monitorar o tempo de deslocamento e descanso dos condutores digitalmente.

Confira as melhores dicas para manter a sua transportadora dentro da lei usando a tecnologia!

 Por que é importante controlar a jornada de trabalho?

Para o gestor, efetuar o controle de jornada de motoristas conforme previsto pela 13.103/2015 é importante para não sofrer punições severas para a empresa. Dessa maneira, evitando consequências negativas, como multas, que podem ser aplicados tanto à empresa como o motorista.

Além disso, longas jornadas com poucas paradas para descanso podem acarretar em problemas de saúde e até mesmo acidentes.

Controle das horas extras

Assim como em outros setores, o condutor também deve ter direito à remuneração das horas extras trabalhadas. Dessa forma, a lei prevê que a jornada de trabalho dos motoristas dure no máximo 8 horas por dia, com o acréscimo de no máximo 2 horas extras.

Desempenho por motorista

Já pensou que, com o controle das horas trabalhadas pelo colaborador, é possível avaliar a performance de cada motorista individualmente? Ao verificar o tempo trabalhado, é possível descobrir a relação do tempo total que o condutor emprega para transportar a carga em segurança e compará-los aos demais motoristas da empresa.

Direitos dos motoristas

A nova Reforma Trabalhista trouxe como benefício para os gestores o fato de que acordos coletivos e convenções podem prevalecer sobre a legislação. Ou seja, o que foi acordado direto entre a empregador e o empregado prevalecerá diante do que é previsto na lei.

Desse modo, questões como intervalo, jornada de trabalho, plano de carreira, banco de horas, trabalho intermitente e remuneração por produtividade podem ser alteradas de acordo com cada empresa. Por isso, fique atento a algumas especificações:

• Férias: Com a reforma, agora podem ser segmentadas em três períodos, desde que um seja maior a 14 dias corridos, e nenhum inferior a cinco dias corridos;

• Início da jornada: O deslocamento do motorista não será contabilizado na jornada de trabalho. Já quando o motorista leva o carro para a casa, o início da jornada se dá ao ligar o veículo;

• Salário: A remuneração não pode ser menor que ao salário-mínimo ou o piso salarial da categoria. No entanto, essas formas de pagamento podem ser negociadas;

• Plano de carreira: Os planos de carreira também poderão ser combinados, sem a necessidade de registro no contrato de trabalho ou no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Softwares de ponto eletrônico

A tecnologia pode ser uma grande aliada para as empresas que buscam o controle de ponto para o cumprimento da lei do motorista. O sistema de ponto eletrônico para motoristas de ônibus pode trazer benefícios como o registro digital preciso e inviolável.

Nesse sentido, o software de gestão de Ponto Virtual, integrado ao ERP para transporte de passageiros, é uma alternativa às empresas que desejam automatizar esse processo. Com o sistema, o registro é feito por meio de um aplicativo para celular, substituindo o tradicional relógio de ponto físico.

Isso amplia o acesso e a mobilidade do trabalhador. Além disso emite alertas quando os funcionários chegam atrasados, adiantados ou fazem horas extras. Ainda: indica no apontamento a atividade do colaborador. Isso porque algumas paradas são obrigatórias e, dependendo da atividade, a remuneração tem peso diferente.

Com o recurso, o RH da empresa de transporte de passageiros tem informações importadas diretamente no ERP, garantindo, assim, praticidade na resolução de tarefas como folha de pagamento e frequência, o que permite calcular rapidamente o valor das horas extras, por exemplo, apontamento de horas e férias.