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Ponto de Equilíbrio Operacional no Transporte: como funciona?

O ponto de equilíbrio operacional, também conhecido como break – even point, é um dos principais indicadores da saúde financeira da empresa de transportes. É o ponto de equilíbrio que permite balancear os ganhos e gastos totais. Ou seja, que impede que a empresa vá à falência.

Esse controle sobre o ponto de equilíbrio operacional facilita na descoberta do faturamento mínimo mensal, valor que precisa necessariamente ser arrecadado para cobrir os gastos totais.

Ou seja, o resultado da diferença entre os custos fixos e variáveis e os lucros de toda a empresa. Fator que explica o porquê é tão importante encontrar o ponto de equilíbrio financeiro da sua empresa.

O número encontrado através do ponto de equilíbrio operacional determina qual a quantidade de serviços devem ser prestados para evitar prejuízo. 

Portanto, encontrando o ponto de equilíbrio financeiro dentro da empresa de transporte, é possível analisar e criar um plano monetário, dentro da estratégia de negócio.

O que é ponto de equilíbrio operacional

Resumidamente, ponto de equilíbrio operacional seria o momento em que a empresa consegue fazer com que todas as entradas de dinheiro sejam o bastante para cobrir as saídas.

Nesse sentido, as saídas dizem respeito tanto aos gastos com impostos quanto aos custos operacionais e despesas variadas que a empresa possa vir a ter. 

Ademais, atingir o chamado ponto de equilíbrio operacional, ou break – even point, é importantíssimo para o gestor saber se consegue gerar a receita necessária para cobrir os gastos básicos da empresa sem quebrar.

Portanto, saber qual o break – even point torna possível que as decisões assertivas para correção ou/e adequação do negócio à sua realidade sejam tomadas.

Como calcular o Ponto de Equilíbrio Operacional?

Há várias formas de fazer o cálculo do ponto de equilíbrio operacional. Sendo elas: método financeiro, método contábil e método econômico. 

Método Financeiro

Neste cálculo, o contador considera todas as receitas e despesas existentes na empresa antes de fazer a conta. Porém não entram no cálculo os valores que não representam um desembolso ou entrada no caixa, como é o caso da depreciação de veículos ou variação cambial.

Isso faz com que o indicador fique compatível com o caixa da empresa. Esse método se aproxima muito da ideia de EBITDA, que seria o lucro das empresas antes dos juros, amortizações, depreciações e impostos devidos. 

Ou seja, o mais importante nesse método são os gastos feitos para que a empresa siga funcionando considerando as despesas administrativas e custos operacionais. 

Método Econômico

Aqui, os custos de oportunidade do dinheiro aplicado são considerados. Isso permite ter uma visão do lucro mínimo aceitável pelo empreendedor, viabilizando a análise dos que ele aplicou como recursos no negócio.

Nesse método, o gestor precisa trabalhar com a ideia do custo de oportunidade. Isso significa que, a margem de ganho de alguém poderia ser se tivesse outro investimento, basicamente. Diz respeito às escolhas, quando se opta por um modelo, declina-se o outro.

Portanto, a organização deve ter um resultado igual ou maior ao que foi declinado pelo gestor. Ou seja, aí reside o ponto de equilíbrio econômico. 

Método Contábil

Facilmente confundido com o método financeiro, no método contábil a diferença é que há a exclusão das depreciações e demais despesas da conta final. Porém, esses gastos são contabilizados no demonstrativo de resultados do exercício (DRE).

Dessa forma, o mais importante nesse método são os gastos realizados. Entre os três, é efetivamente o mais parecido com o EBITDA, citada anteriormente. 

Como já mencionado, o ponto de equilíbrio operacional é um importante indicador sobre a saúde financeira do negócio. Afinal, ele demonstra o quanto é preciso vender para não falir. 

Em síntese, sobre os métodos  de cálculo de ponto de equilíbrio é possível dizer que cada qual se adequa à realidade da empresa assim como o momento que ela vive.

No ponto de equilíbrio financeiro, por exemplo, é possível dizer que ele representa o mínimo para garantir a saúde financeira das empresas de todos os ramos. 

O ponto de equilíbrio econômico é mais indicado para empreendedores iniciantes, aqueles que estão abrindo um negócio próprio recentemente, para investidores, e startups, por exemplo. 

Para empresas que necessitam de muito maquinário, como as empresas de transporte, que tem vários veículos na frota e outros artigos passíveis de depreciação, o ponto de equilíbrio contábil é o método mais indicado. Isto é, a análise nesse método é mais realista.

Portanto, se torna mais previsível a projeção sobre investimentos nas substituições de equipamentos, peças, e até mesmo veículos.

Fórmula de ponto de equilíbrio na prática

Para descobrir o ponto de equilíbrio da sua empresa, a primeira medida a ser tomada é fazer o levantamento dos seguintes dados:

  • Custos operacionais fixos;
  • Preço do serviço;
  • Custo variável para a empresa funcionar.

A fórmula básica a ser aplicada, portanto, é:

Ponto de Equilíbrio = Custos operacionais fixos ÷ Preço de venda – o custo variável

Os custos fixos levam em conta os impostos, a folha de pagamento de funcionários fixos, sistema de gestão e de rastreamento, seguros e depreciação dos veículos.

Os valores variáveis são aqueles que oscilam conforme o mês e as demandas de serviços. Valores gastos com o combustível, manutenção de veículos, multas, lubrificantes, trocas de pneus e pedágios.

Para ajudar nesse cálculo, a projeção de receitas dos períodos anteriores é muito útil, assim é possível ter uma média tanto do lucro, quanto dos custos da empresa. Ainda mais quando se trata de uma transportadora, que tem alto custo variável.

Cálculo do ponto de equilíbrio contábil

O cálculo é feito com a seguinte fórmula:

+ Receitas de vendas [pv * x] – Custo variável total [cv * x] = Margem de contribuição total [x * (pv-cv)]

– Custos operacionais fixos [cf] = Lucro operacional [LAJIR]

– Despesas financeiras [df] = Lucro antes do IR [LAIR]

– Provisão para o IR

= Lucro Líquido [LL]

cf = custo operacional fixo

cv = custo variável unitário

x = quantidade vendida (unidades)

pv = preço por unidade vendida

Assim, o LAJIR será conhecido por:

LAJIR = pv * x – cv * x – cf

Cálculo do ponto de equilíbrio econômico

Como dito anteriormente, o ponto de equilíbrio econômico inclui a oportunidade no cálculo. Portanto, usa-se a seguinte fórmula para calcular esse método:

PEE = CF + COp

pv – cv

Onde:

pv = preço por unidade vendida

PEE = Ponto de Equilíbrio Econômico em quantidade vendida

cv = custo variável unitário

cf = custo operacional fixo

COp = Custo de Oportunidade

Cálculo do ponto de equilíbrio financeiro

Muito semelhante ao método do ponto de equilíbrio econômico. Com a diferença que aqui não se incluem os custos fixos nem a depreciação.

PEF = CF – (A+ Dp)

pv – cv

Qual a importância do Ponto de Equilíbrio operacional na gestão do negócio?

Antes de mais nada, é importante salientar que os números e porcentagens não são úteis caso não haja uma aplicação prática e correta na gestão do negócio. Assim sendo, uma boa gestão é essencial para a boa saúde financeira da empresa mais do que qualquer cálculo sobre o ponto de equilíbrio operacional.

Portanto, as fórmulas de cálculo do ponto de equilíbrio operacional são de grande utilidade para o gestor. Porém, a tomada de decisões corretas para a empresa manter esse equilíbrio vem de quem está à frente do negócio e sabe se basear em dados. 

Uma das maneiras de ter uma gestão assertiva, é optar por diminuir os custos com as despesas fixas da empresa. Isso faz com que a margem de lucro aumente com as vendas. Entretanto, para uma empresa de transportes, a depender da forma como essa manobra é feita, pode representar risco à segurança.

6 passos para alcançar o ponto de equilíbrio operacional

É possível alcançar o ponto de equilíbrio operacional com uma boa gestão financeira, como dito anteriormente. Entretanto, as despesas variáveis podem ser um problema para alguns gestores.

Contudo, as despesas variáveis podem ser previstas. Em outras palavras, despesas variáveis são contornáveis quando se leva em consideração fatores como sazonalidade, manutenções preventivas e reciclagem dos funcionários, por exemplo.

Acompanhe:

1. Classificação das contas

É essencial saber para onde está indo o dinheiro. Quais contas estão sendo pagas e com qual periodicidade. Para isso, classificar as contas como variáveis e fixas é uma excelente maneira de fazer essa gestão.

Assim sendo, a classificação das contas seria: custo variável, custo fixo, despesa variável e despesa fixa. 

2. Somar o custo fixo e as despesas fixas 

Para saber com quais valores se está lidando é importante somar as despesas fixas e os custos fixos. Melhor ainda se for por períodos. Sendo assim, se pode ter uma ideia realista de quais foram as despesas e custos naquele período. 

3. Custo variável

Calcular o custo variável do produto ou serviço é sempre importante para manter a saúde financeira da empresa do setor rodoviário. Estar em alinhamento com as normas e leis vigentes, saber quais são as diferenças entre estados e municípios também no que diz respeito à legislação é um ponto de partida. 

4. Cálculo de venda X lucro bruto

A fórmula básica lucro bruto = valor de venda – custo variável – despesa variável, é sempre uma boa forma de manter as contas em ordem. 

5. Subtraia do lucro bruto a soma dos custos + despesas fixas

Se o resultado da conta lucro bruto-custos e despesas fixas for igual à 0, a empresa conseguiu alcançar o ponto de equilíbrio. Em contrapartida, se for maior que 0, esse número representa o lucro do período calculado. 

6. Tenha um sistema ERP

A empresa que possui um bom sistema ERP consegue alcançar um controle mais assertivo sobre a operação. Afinal, fazer todos esses cálculos manualmente não é prático para o dia a dia da empresa de transporte, que já é tão corrido.

O gestor consegue eliminar possíveis gargalos operacionais e controlar os custos de maneira mais eficiente. Além do que, a gestão se torna integrada e padronizada, diminuindo a incidência de erros manuais, muito comuns quando se trabalha ainda com planilhas e anotações.

Em suma, um sistema ERP impulsiona e fortalece a empresa, pois, entre outras vantagens, a direciona para um ponto de equilíbrio e, a médio e longo prazo para o aumento do lucro. 

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