Pular para o conteúdo

Últimas Notícias

Tabela de frete 2020: alterações e reajuste

A tabela de frete 2020 foi divulgada no início de 2020 pela Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT), por meio de uma nota no Diário Oficial da União. Assim, sofrendo reajustes que vão de 11% a 15%. 

A tabela de fretes, que diz respeito especificamente ao setor rodoviário de cargas, dá as diretrizes sobre o preço mínimo a ser trabalhado nas movimentações para controlar a competitividade do setor.

Por um lado, o empreendedor rodoviário pode enxergar esta tabela de fretes como uma espécie de norteamento para o seu planejamento orçamentário, o que pode ser muito positivo.

Para oferecer um ótimo serviço de transporte, o gestor deve levantar todos os custos operacionais fixos de sua transportadora e elaborar um frete que cubra todas as despesas. 

Afinal, toda transportadora quer terminar o mês no azul, não é verdade?

No entanto, ao visualizarmos esta questão por outro prisma, focado mais na competitividade do mercado em si, ter uma tabela de fretes estipulada pelo governo federal pode ser muito prejudicial para o setor rodoviário e o consumidor final. 

Frete rodoviário

A competitividade do frete rodoviário, no momento em que vivemos, faz uma diferença brutal no preço final dos produtos, e isso é uma verdade irrefutável. 

De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), os reajustes da tabela de frete provocarão alta no preço final dos produtos. 

Em nota, a entidade disse que “a nova tabela continua prejudicando caminhoneiros autônomos, empresas e consumidores porque não resolve a falta de demanda por frete”. 

Assima, como que a sua transportadora pode oferecer o melhor serviço possível, sem onerar demais o produto final transportado?

Será o assunto do nosso post de hoje. 

Vamos, portanto, denominar o que é a tabela de fretes, quando e por que ela surgiu e quais são os seus impactos na economia e no setor rodoviário de cargas para os próximos anos. 

Vamos lá!

O que é a tabela de fretes?

Em síntese, a tabela de fretes é uma diretriz criada pelo governo federal que serve como base para se chegar a um valor justo no que se refere ao serviço de movimentação de cargas. 

Isto é, esta diretriz engloba coleta, transporte e entrega da carga. 

Há alguns critérios para se chegar a um valor “justo” de frete, conforme as diretrizes da tabela, a saber:

  • Quantidade de quilômetros percorridos;
  • Pedágios;
  • Quantidade de eixos do veículo;
  • Peso do veículo;
  • Volume.

Além disso, existem valores adicionais que podem ser cobrados em uma tabela de fretes. A saber:

  • Sec/Cat;
  • Desp;
  • ADEME;
  • GRIS;
  • TDE;
  • TRT;
  • TAS

Quais foram as alterações realizadas na tabela de fretes 2020?

A nova tabela de fretes entrou em vigor no dia 20 de janeiro deste ano, elegendo regras que serão aplicadas em 12 categorias rodoviárias. Dentre elas, a ANTT considerou uma nova modalidade, a de cargas pressurizadas. 

Nesse sentido, podemos citar a inclusão do cálculo de diárias do caminhoneiro, que agora fazem parte do cálculo do piso mínimo de frete.

Além disso, uma alteração importante foi a criação de uma nova tabela para as operações de alto desempenho, transportes que gastam menos tempo no embarque e desembarque.

Em resumo, o valor mínimo do frete teve um aumento que varia entre 11% a 15%, dependendo da categoria. 

Vale lembrar que, diante as novas regras, alguns itens não entram no cálculo do frete. Por exemplo:

  • Margem de lucro do caminhoneiro;
  • Custos com pedágios;
  • Movimentações logísticas complementares ao transporte de cargas com uso de contêineres e de frotas dedicadas;
  • Despesas de administração;
  • Impostos.

Você pode acessar a tabela de fretes 2020 na íntegra por meio deste link

Quais são as vantagens ao utilizar a tabela de fretes?

O uso da tabela de fretes dentro de um planejamento orçamentário de uma transportadora oferece algumas vantagens aos gestores. 

Em suma, a transportadora pode realizar o cálculo correto do frete, uma vez estipulado o valor mínimo a ser trabalhado. 

Dessa maneira, ocorre uma automatização dos valores a serem cobrados, que podem ser auxiliadas com o uso de softwares de gestão para transporte, como o ERP, por exemplo.

Por fim, o uso da tabela de fretes também permite mais agilidade na informação dos valores para a emissão da CTe em lote. 

Quando surgiu a tabela de fretes?

No primeiro semestre de 2018, o governo federal realizou fortes ajustes nos preços de todos os combustíveis em comercialização, como gasolina, etanol e principalmente óleo diesel. 

Isso causou revolta entre os caminhoneiros autônomos, sob a alegação que o preço alto do diesel atrapalha a operação logística e debilitava o seu fluxo de caixa. 

Assim, no dia 21 de maio de 2018 os caminhoneiros decretaram a paralisação total dos serviços de transporte no Brasil, que perdurou por 10 dias. 

Neste ínterim, supermercados deixaram de ser abastecidos, lojas deixaram de receber mercadorias, bem como haviam filas enormes nos postos de gasolina para abastecimento dos automóveis. 

Ou seja, a paralisação dos caminhoneiros entrou para a história do Brasil como um dos maiores caos já vistos. Assim, o país parou, literalmente. 

A Petrobras anunciou uma redução temporária do óleo diesel no terceiro dia da paralisação, no entanto, não surtiu efeito. 

No desenrolar da paralisação, o governo federal, então administrado por Michel Temer, buscou alternativas e soluções com a classe dos caminhoneiros para que a paralisação cessasse e, dessa maneira, os trabalhos fossem retomados. 

E foi justamente aí, ouvindo e cedendo os interesses dos caminhoneiros, que o governo federal, por intermédio da ANTT, estipulou a tabela de fretes através da Medida Provisória 832, publicada na madrugada de domingo do dia 27 de maio.

No dia 30 de maio, a ANTT publicou a primeira versão da tabela de fretes, que gerou críticas negativas de entidades, transportadoras e até mesmo do então ministro da agricultura, Blairo Maggi. 

Assim, com a polêmica, a ANTT editou uma nova tabela e os preços foram novamente criticados pelos caminhoneiros, o que fez a agência voltar a praticar os valores da primeira tabela.

A tabela de fretes na prática

Independente se a paralisação foi correta ou não, sabemos e reconhecemos que o Brasil tem extrema dependência do setor rodoviário para a grande maioria de suas movimentações logísticas. 

Portanto, em números, os caminhões transportam 75% de toda a carga brasileira, que vai desde fraldas de bebê, bem como alimentos, roupas, eletrônicos, dentre outros bens.

De acordo com dados do Anuário CNT de Transportes 2019, publicado pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), o Brasil possui hoje uma frota de 2,81 milhões de caminhões. Deste montante, vale destacar:

  • 155.923 transportadoras de carga regularmente inscritas;
  • 348 cooperativas transportadoras de carga em atividade;
  • Quase 570 mil caminhoneiros autônomos. 

Nota-se, por meio destas consolidações estatísticas, a importância e o tamanho do setor rodoviário no Brasil. 

Sem contar, por exemplo, da alta competitividade, uma vez que são quase 3 milhões de caminhões disponíveis e rodando pelas estradas afora. 

Em resumo, a solução para as transportadoras e caminhoneiros está na adequação do serviço mediante a nova tabela de frete, com operações assertivas que permitem o aumento da produtividade pelo menor custo operacional.

Para isso, uma boa alternativa está no uso de softwares robustos de gestão empresarial, como o ERP. 

A tecnologia no transporte rodoviário de cargas

Sigla para Enterprise Resource Planning, o ERP é um software que coleta todos os dados centrais de sua empresa, como por exemplo Recursos Humanos, Financeiro, Plantão Rodoviário, BI, Armazém, etc., e os unifica em uma plataforma cujo servidor criptografado que pode ser alocado na nuvem

Assim, fica extremamente fácil e claro ao gestor a real situação de sua transportadora, sem rodeios e sem dados mascarados, o que lhe dá autoridade para desenvolver um efetivo planejamento orçamentário e tomar diretrizes sobre o rumo da empresa e os preços a serem cobrados pelos serviços. 

O ERP é um software baseado em computação na nuvem, e o seu acesso é concedido a todos os colaboradores da empresa por meio de de diversos dispositivos, como computadores, smartphones e tablets, por exemplo.

ERP Cargas, a solução para as transportadoras

A Praxio, empresa com 30 anos de experiência no setor rodoviário, desenvolveu um software ERP destinado especificamente para o segmento de logística. 

O ERP Cargas coleta todos os dados tradicionais de sua empresa e, ainda, também armazena e automatiza informações logísticas. Dessa forma, é possível aumentar a produtividade com as seguintes tarefas:

  • Gerenciamento de frota;
  • Manutenção de frota;
  • Cálculo de frete e emissão de CTe;
  • Gerenciamento de armazém e depósito;
  • Gerenciamento de consumo de combustível da frota
  • Etc. 

Peça hoje mesmo uma demonstração do ERP Cargas com a nossa equipe de vendas, e saia na frente da concorrência!