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Logística e responsabilidade ambiental: sua empresa está de acordo?

A cultura da sustentabilidade e as ações “verdes” tem se tornado práticas importantes nos mais diversos setores da sociedade. São denominadas ações verdes, todas aquelas práticas presentes em nosso dia a dia, voltadas à responsabilidade ambiental, englobando não apenas ações individuais, mas principalmente ações por parte das empresas. Recentemente compartilhamos aqui no blog algumas tendências verdes para a cadeia logística, que minimizam os impactos do transporte de cargas no meio ambiente.

Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, a frota de veículos presentes nas estradas brasileiras é o maior agravante quando se trata de poluição do ar. O transporte de cargas e passageiros, mais especificamente, o modal rodoviário representa 90% das emissões de gases poluentes na atmosfera.

Além da emissão destes gases, o transporte rodoviário também responde pela poluição sonora, através do ruído dos veículos e também pelo descarte de materiais de limpeza, lubrificantes e combustível, que comprometem recursos hídricos e o solo.

O que diz a Legislação sobre a Responsabilidade Ambiental no transporte de cargas

Segundo resolução nº 452 do CONTRAN – Conselho Nacional de Trânsito (2013), estão previstas infrações de trânsito descritas no Código de Trânsito Brasileiro a todos os veículos que excederem a emissão de gases poluentes permitida. A medição destas emissões será classificada conforme modelo do veículo, ano de fabricação e combustível utilizado. Estão previstas também, multas para as empresas fabricantes de veículos que não estiverem de acordo com as normas brasileiras para emissão de gases poluentes, a regularização dos fabricantes deve ser feita a partir de licença do INMETRO.

O Ministério dos Transportes através da cartilha de Políticas Ambientais, apresenta que a relação entre transportes e meio ambiente deve ser considerada múltipla, já que contempla a infraestrutura das rodovias, os veículos que aí circulam e também a população que é afetada positiva ou negativamente por estas operações. Presente também na Agenda 21 Brasileira – Ações Prioritárias (2002), documento que define políticas públicas para ações voltadas à sustentabilidade, a responsabilidade ambiental na gestão de transportes é apresentada como ponto determinante para a conservação do meio ambiente.

Como disposição geral, o direito ao meio ambiente em equilíbrio e a qualidade de vida estão descritas na Constituição federal Brasileira através do Artigo nº 225. As empresas de Logística devem estar de acordo também com com a Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS de lei nº 12.305 (2010), juntamente com as normativas do Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA) e IBAMA.

Quanto ao transporte de cargas perigosas, deve-se ter atenção às resoluções da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) nº 420 e 3.665, que regulamentam este tipo de carga nas estradas brasileiras.

Algumas práticas que podem garantir ações de responsabilidade ambiental no transporte de cargas:

Melhoria na qualidade dos combustíveis

Apesar das melhorias significativas na qualidade do combustível brasileiro nos últimos anos, com a redução de enxofre presente no óleo diesel, este combustível ainda apresenta elevado potencial poluente.

Para isto, temos hoje alternativas que auxiliam na responsabilidade ambiental no setor dos transportes. Uma delas é a Arla 32 que constitui em um reagente utilizado em combinação ao diesel que além de reduzir a utilização deste último, auxilia quimicamente na diminuição da emissão dos gases poluentes nos escapamentos dos caminhões.

Redução de consumo de combustível

Além de representar economia para as empresas, a redução do consumo de combustível na frota é também uma alternativa à responsabilidade ambiental no transporte de cargas. Algumas medidas que podem ajudar nestas ações:

  • Estar atento ao peso da carga transportada: quanto mais está sendo movimentado, maior será o gasto com combustível. Esteja atento ao excesso de peso de carga;
  • Calibragem dos pneus: a verificação constante da calibragem dos pneus pode diminuir o consumo de combustível do veículo em até 4%;
  • Otimização das rotas: o planejamento e escolha das rotas utilizadas deve considerar o percurso menor, porém em melhores condições para que não prejudique o veículo e a carga.

Cuidados com a manutenção da frota

A manutenção regular da frota de transportes além de representar uma medida importantíssima de segurança, representa também, de forma indireta, uma ação de responsabilidade ambiental. Algumas dicas de ações que podem beneficiar a sua empresa e o meio ambiente:

  1. Escolha do veículo certo para cada tipo de transporte: deve-se estar atento a relação da carga que está sendo transportada, o tipo de serviço que se está oferecendo e a potência do veículo escolhido, juntamente com o consumo de combustível médio que este apresenta;
  2. Faixa verde no Conta-giros: a faixa verde presente no conta-giros representa o modo de movimentação em que o caminhão está sendo mais econômico;
  3. Freios e elétrica: verifique sempre se não há vazamento no sistema de freios e se a bateria está funcionando em perfeito estado, isso evita descarte precoce das peças;
  4. Óleo do motor: a troca e descarte do óleo do motor deve ser feita periodicamente nos tempos estabelecidos pelo fabricante, deve-se também descartar de forma correta o óleo que será substituído;
  5. Não rompa o lacre da bomba: uma prática muito comum para elevar a potência dos veículos, porém que representa pouca diferença de desempenho e em contrapartida, um aumento no consumo de combustível;
  6. Manutenção preventiva da frota: a troca de peças e a manutenção da frota deve ser feita sempre em oficinas autorizadas e com o uso de equipamentos originais, isso garante a segurança e desempenho dos veículos.

 

Aumento do uso do Biodiesel

O Biodiesel é um combustível que pode ser utilizado tanto em veículos leves como pesados, feito a partir de ativos naturais se tornando menos poluente em comparação aos combustíveis minerais. Segundo informações da ABIOVE – Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais, em 2018 o Brasil substituirá mais de 2% do diesel mineral por biodiesel. Hoje, o país está na liderança mundial do uso de biocombustíveis em seus veículos.

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