Pular para o conteúdo

Últimas Notícias

Impostos e tributação no transporte de cargas

Gerenciar a tributação no transporte de cargas é um dos maiores desafios da transportadora.

Por isso, o empresário deve ser muito eficiente ao controlar as finanças de sua empresa, para que ela possa obter lucro, apresentar produtividade e tenha liberdade para expandir nas áreas em que o gestor considera importantes.

Como se sabe, o Brasil possui uma legislação complexa e, por muitas vezes, com uma política tributária burocrática. Isso é inegável. Entretanto, não é um motivo para desanimar e deixar de trabalhar de acordo com as regras. Afinal, as multas no setor tendem a pesar no bolso!

Além disso, ao utilizar estratégias racionais e realistas, é possível controlar as finanças da transportadora e sair na frente da concorrência.

Portanto, neste post, falaremos sobre os diversos tipos de tributação e como não se perder entre os impostos. Boa leitura!

Por que controlar a tributação de sua transportadora?

Inegavelmente, ninguém escapa da coleta de impostos, até porque isso é considerado crime.

No entanto, existem maneiras de se organizar financeiramente para executar esta tarefa, até que ela consiga gerar economia.

Tudo isso se faz com o auxílio de softwares baseados em computação na nuvem, que unificam os sistemas dentro de uma empresa.

Com organização, sua transportadora pode pagar os impostos em dia, evitando assim uma dor de cabeça gigante causada por atrasos. Deixar de pagar impostos ocasionam multas graves e de alto valor, que causarão déficit no orçamento.

Além disso, este tipo de estratégia permite que não haja erros na escrituração, que podem causar cálculos de alíquota errados e, por fim, o recolhimento de tributos acima do devido.

O não cumprimento das obrigações podem lhe causar alguns impasses. A saber:

  • Impedimento de emitir certidão negativa;
  • Impedimento de prestar serviços a órgãos públicos;
  • Impedimento de optar pelo Simples Nacional;
  • Impedimento de emitir novos documentos até a regularização.

Portanto, é preciso de um bom software de gestão, que entenda a operação de transporte. Bem como é necessário ter um bom departamento financeiro ou um escritório de contabilidade de sua confiança.

Quais são os tipos de regime tributário?

Regime de tributação, em definição simples, é o sistema que determina como será feita a cobrança de impostos em uma determinada empresa, de acordo com a quantidade de sua arrecadação.

Mas não só isso: depende também do tipo de negócio para que seja escolhido um regime tributário. No Brasil, existem três tipos de regime tributário. A saber:

  • Simples Nacional, com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões;
  • Lucro Presumido, com faturamento anual de até R$ 78 milhões;
  • Lucro Real, com faturamento anual que ultrapassa R$ 78 milhões.

Simples Nacional

É um regime facilitado e muito vantajoso para micro e pequenas empresas, pois todos os impostos são recolhidos em uma única guia (DAS).

Assim, é também o regime que apresenta as alíquotas mais baixas, pois elas têm relação com o faturamento conquistado no próprio mês.

Lucro Presumido

O Lucro Presumido é uma forma de tributação simplificada que determina a base do cálculo do IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica) e o CSLL (Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido).

Dessa maneira, a empresa paga mensalmente três guias de impostos separadas (ISS, PIS e Cofins e, a cada três meses, a guia de CSLL acumulada.

A apuração do IRPJ e CSLL tem base de cálculo fixada pela legislação, ou seja, com margem de lucro que muda de acordo com o tipo de negócio.

Assim, as margens presumidas variam entre 1,6% a 32%, dependendo da atividade exercida pela empresa.

Lucro Real

O Lucro Real pode ser utilizado por qualquer empresa, entretanto, este sistema é adotado somente nas grandes corporações, onde o cenário financeiro é mais robusto.

A tributação, no regime de Lucro Real, é calculada sobre o lucro líquido do período de apuração, considerando descontos e valores adicionais.

Dessa forma, a empresa precisa saber, com precisão, o lucro atingido para o cálculo do IPRJ e da CSLL.

Assim, os encargos podem aumentar ou diminuir de acordo com a arrecadação. Caso ocorra prejuízos durante o ano, a empresa fica isenta de impostos durante o período.

Em síntese, para entrar no regime de Lucro Real, a empresa é obrigada a fornecer registros de seu sistema financeiro e contábil para a Receita Federal.

Os principais tributos federais

Ainda que não tenha formação na área, é importante compreender a incidência de cada um desses tributos na operação de transporte de carga, a fim de gerenciar processos como um todo e se precaver de multas e prejuízos. A saber:

IRPJ

É o Imposto de Renda Pessoas Jurídicas. Trata-se de um tributo aplicado a todas as pessoas jurídicas do país, exceto os microempreendedores individuais (MEI).  

A forma de recolhimento é trimestral, a alíquota pode variar com o regime tributário, e seu percentual é de 15% sobre o lucro obtido.

CSLL

Significa Contribuição Social Sobre Lucro Líquido. Do mesmo modo que o IRPJ, este é um tributo de abrangência nacional e compreende todas as pessoas jurídicas. O CSLL, em resumo, possui a finalidade de contribuir para a Seguridade Social.

A base de cálculo é o lucro obtido antes do Importo de Renda (IR) do ano vigente. Assim, é comum que as transportadoras paguem um percentual de 12% sobre os serviços prestados.

PIS

O Programa de Integração Social também é de origem federal. No entanto, diferentemente do IRPJ, sua apuração deve ser feita mensalmente.

A alíquota pode variar. A saber: empresas que apuram Lucro Presumido, a alíquota é 0,65%; já empresas cuja apuração tem base no Lucro Real, a alíquota é 1,65%.

Cofins

Tendo como significado Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social. No entanto, ao contrário dos demais, ele incide sobre a receita bruta das empresas. Dessa maneira, segundo o regime escolhido, as alíquotas podem variar de 3% a 7,6%.

Para as transportadoras, todavia, existe ainda uma vantagem. A legislação prevê o aproveitamento de créditos tributários sobre materiais utilizados na operação de transporte em si. Ou seja, peças, pneus, lubrificantes e combustível, por exemplo, são percentuais que podem ser descontados.

Tributos estaduais do setor de transporte

O principal tributo estadual para o transporte de cargas é o ICMS, ou Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços.

Cada estado possui sua própria alíquota. Nesse sentido, a incidência ocorre sobre a movimentação de produtos, prestação de serviços de comunicação, entrada de mercadoria importada no país e o serviço de transporte.

Tributos municipais também existem!

O ISS, ou Imposto sobre Serviço, veio para substituir o antigo ISSQN (Importo sobre Serviços de Qualquer Natureza. Trata-se de uma cobrança municipal que incide sobre todo serviço prestado, o que também inclui, portanto, o transporte de cargas.

A alíquota, do mesmo modo que o ICMS, é determinada de acordo com cada município, com porcentagem que deve estar entre 2% e 5%, segundo o Governo federal. A base do cálculo é o preço cobrado pelo serviço.

Softwares de gestão baseados em cloud computing: ERP

Em conclusão, aliar-se à tecnologia tem sido a estratégia de diversas empresas, dos mais variados segmentos. Em um mercado competitivo, isto é, como é o setor de transportes, estar preparado para novas demandas e movimentos do mercado é essencial para a sobrevivência das transportadoras.

E a tecnologia vem como uma alternativa de sucesso nesse sentido. Para o transporte de cargas, a tecnologia pode ajudar na gestão tributária, ao facilitar a emissão e o controle de informações em um só lugar, de forma automatizada e, portanto, segura e escalável.

Um bom sistema de gestão, específico para o setor de transporte rodoviário, auxilia na otimização de cálculos e integra lançamentos. Nesse sentido, um desses sistemas, e talvez o mais robusto, ideal para grandes transportadoras, é o ERP (Enterprise Resource Planning).

Trata-se de um sistema abrangente, que unifica todos os processos e departamentos de uma empresa em uma única plataforma de fácil acesso, facilitando desde a operação em si, bem como departamentos internos, como financeiro e administrativo, por exemplo.

A Praxio possui mais 30 anos de mercado no setor de logística, e desenvolveu um ERP específico para o segmento.

Atenta às necessidades do transporte rodoviário, o ERP Carga e Logística da Praxio possui todas as funções padrão de um ERP, com alguns diferenciais. Por exemplo:

  • WMS próprio, para gestão de armazém;
  • Emissão automática de documentos fiscais;
  • Gerenciamento de Frota;
  • Manutenção de Frota;
  • Comercial;
  • Financeiro;
  • Controle de indicadores de performance (BI);
  • Etc.

Assim, no caso das tributações, o ERP coleta todos os impostos e os insere automaticamente em sistema. Isso facilita, dessa maneira, a tarefa para o departamento financeiro, que estará sempre ciente do dia de recolhimento de guias.

Deseja mais informações sobre o ERP Carga e Logística, da Praxio? Entre em contato com o nosso time de vendas.