Pular para o conteúdo

Últimas Notícias

Como aumentar a eficiência operacional no transporte rodoviário

Quando falamos de eficiência operacional no transporte rodoviário, logo vem em mente a otimização de gastos e corte no orçamento. Entretanto, nem sempre é essa a melhor estratégia para a transportadora. Para que seja possível aumentar a produtividade na operação, primeiro é preciso saber exatamente o que isso significa, não é mesmo?

O termo é referente a construção de uma cultura de excelência operacional, que visa melhorar a qualidade do serviço oferecido, à medida que atenda o cliente da melhor forma. Além disso, otimiza processos, repensando a tática organizacional.

Para que a estratégia funcione, é preciso que a gestão de todos os setores seja integrada, e pensadas de forma uniforme. E esse é um dos pontos principais para a falha organizacional. Afinal, dificilmente uma empresa consegue dar a mesma atenção para todos os departamentos.

Outro ponto que gera ineficiência operacional é a falta de gestores qualificados à frente dos diferentes departamentos. Isso porque, muitas vezes, eles sabem o que é preciso ser feito para melhorar a produtividade da empresa, como o treinamento e capacitação dos colaboradores. No entanto, contraditoriamente, são essas as primeiras medidas que costumam ser cortadas quando é preciso enxugar os gastos.

Por isso, reunimos 8 medidas essenciais para aumentar a eficiência operacional no transporte rodoviário. Confira!

1. Entenda a composição de custo do transporte de carga

Para aumentar a eficiência operacional no transporte, é preciso entender a composição de custo do transporte de carga, que é dividido em gastos variáveis e fixos. Em uma transportadora, combustível, pneus, peças e demais gastos para a manutenção do caminhão são classificados como variáveis.

Do mesmo modo, o salário do motorista, a depreciação do caminhão, o seguro obrigatório e demais impostos, são considerados custos fixos. Veja os demais elementos que compõem os custos da transportadora.

Custos da transportadora

  • Cálculo do gasto unitário: A despesa de cada veículo é diferente, por isso, deve ser calculado individualmente. Nesse sentido, deve-se analisar o consumo de combustível, quilômetro rodado, ano de fabricação, garantia do fabricante, etc.
  • Rotas de coleta e entrega: Calcule o preço efetivo para o transporte de cargas. É preciso analisar e definir as despesas desde a coleta da mercadoria, até a sua entrega. Assim, é preciso somar a hora do custo fixo com a hora do custo variável, de acordo com o veículo, e multiplicar pelo número de quilômetros rodados.
  • Características e peso: O peso e a especificidade da carga também determinam os valores. Por isso, é fundamental avaliar essas duas características antes de definir o veículo que fará o transporte de cada carga, avaliando o custo da operação.
  • Rotas ociosas: O transporte de cargas para rotas com uma demanda menor é outro fator que deve ser considerado. Além de encarecer o frete, é um aspecto que interfere na preservação do meio ambiente e manutenção das estradas.

2. Olhar a longo prazo

Um estudo do McKinsey Global Institute mostra que a gestão feita a longo prazo traz melhores resultados para as empresas. Feita com 615 companhias de grande e médio portes nos EUA, a pesquisa revelou que, entre 2001 e 2015, as empresas com foco em estratégias de longo prazo tiveram crescimento médio de receita e de lucro respectivamente de 47% e 36% maiores do que as rivais que apostaram no curto prazo.

Ou seja, o planejamento é o ponto de partida para gerenciar transporte e logística, e deve envolver todos os procedimentos da empresa. Ou seja, em busca de aperfeiçoar os serviços prestados, torná-los mais eficientes e ágeis e, é claro, mais econômicos.

Em resumo, quando planejados a longo prazo, é possível garantir benefícios como: uma melhor visão de nosso negócio e das variáveis, identificar os pontos de melhoria e, identificar tendências que podem desenhar as futuras necessidades de mercado.

3. Ter indicadores de produtividade claros

Os indicadores de produtividade são ferramentas que auxiliam na gestão de negócios, e são utilizadas para avaliar o rendimento e a eficiência dos processos nas empresas. Do mesmo modo, no caso de transportadores, são os indicadores de desempenho logístico.

Os indicadores são importantes pois ajudam o gestor a visualizar o papel de cada colaborador junto à empresa, e, consequentemente, facilita a comunicação entre as duas, alinhando os esforços para conquistarem de forma rápida e objetiva as metas e resultados esperados pela transportadora.

4. Fazer uma gestão baseada em evidências

O gestor precisa ter acesso a todos os dados da empresa para que possa visualizar de maneira completa tudo o que esta acontecendo na empresa de forma unificada. Dessa maneira, uma dica é utilizar o sistema de gestão integrada, que reúne em um único software as informações de todos os setores da empresa.

A gestão integrada permite que informações de diferentes departamentos sejam armazenadas em um mesmo espaço. Assim, resultando na otimização do compartilhamento de dados entre as equipes, o que automaticamente oferece uma visão mais ampla e completa aos gestores. Como é feita de forma automatizada, a confiabilidade naturalmente aumenta.

5. Cuidar da cadeia de fornecimento

Para a empresa funcionar em perfeita condição, é preciso cuidar do relacionamento com fornecedores de suprimentos. Só assim é possível se manter funcionando e otimizar os processos operacionais. 

Todo esse processo envolve diversas setores da empresa, e inclui o relacionamento com toda a cadeia de fornecedores. Além disso, precisa respeitar as regras jurídicas dos locais de atuação do negócio.

Portanto, as principais atividades realizadas dentro do âmbito da gestão de suprimentos são:

  • Localização e seleção de fornecedores
  • Compra de materiais e insumos
  • Desenvolvimento e fabricação de produtos
  • Transporte de suprimentos e produtos
  • Gestão do fluxo diário de materiais
  • Coordenação da ação de fornecedores
  • Transportadores e clientes
  • Criação e manutenção de canais de comunicação

6. Cortar o excesso de projetos que não necessariamente trarão resultados

Coordenado ao planejamento a longo prazo, é preciso ficar atento aos projetos que realmente vão contribuir para o crescimento e sucesso da transportadora.

Avalie os resultados de cada projeto individualmente e veja o que está trazendo resultados. Não esqueça de mensurar aquilo que ainda não trouxe resultados, mas está caminhando para isso. Só assim você saberá o que cortar ou não dentro da empresa.

7. Compartilhar recursos, de máquinas e funcionalidades a colaboradores e conhecimento

O sucesso da empresa depende sim dos funcionários, por isso, o segredo para que tragam resultados é treinar o pessoal. Pode até parecer um gasto desnecessário à primeira vista, mas uma empresa que proporciona treinamento para os colaboradores colhe resultados cada vez melhores. Afinal, um funcionário bem treinado se sentirá motivado para performar cada vez melhor.

8. Digitalizar e automatizar processos

Investir em software que otimizem os processos é uma forma de garantir resultados positivos e aumentar a eficiência operacional no transporte.

Por meio da Inteligência Artificial, o software de gestão integrada é capaz de automatizar todo o processo de Gestão de Transporte de Cargas sem a necessidade de intervenção humana.

Nesse sentido, feito sob medida para a operação de transporte, é desenvolvido para auxiliar o controle de operações da empresa. Do mesmo modo, também é capaz de monitorar todas as etapas produtivas e seus desdobramentos contábeis. A Praxio, por exemplo, empresa de tecnologia voltada ao mercado de logística, possui o ERP Carga e Logística, o software perfeito para otimizar a gestão da transportadora.

O ERP traz recursos como a gestão de frotas no transporte rodoviário de carga, além de gestão de armazenagem, tabela de fretes parametrizáveis, monitoramento em tempo real de veículos em rotas de viagem, faturamento inteligente com regras pré-definidas, entre outros benefícios.