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As 4 tendências para o futuro da logística

A evolução do sistema logístico é incontestável no mercado. O setor é um dos que tem o crescimento mais rápido por ano, gerando números surpreendentes. Apenas em carga rodoviária, o Brasil registrou a movimentação de R$ 2,8 trilhões em 2018. Para o futuro da logística, as tendências não são menos otimistas.

De acordo com a 10ª Sondagem Expectativas Econômicas do Transportador, realizada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), 68,7% das empresas do segmento projetam aumento da receita bruta. Outros 68,3% esperam reduzir a ociosidade nas operações nos próximos meses.

As novas demandas exigem dos CEOs adaptação às soluções tecnológicas. Isso porque a otimização de processos está redefinindo o mercado. Hoje, os gerentes se concentram mais em como melhorar suas operações do que com técnicas de gestão obsoletas. Eles perceberam o valor que os resultados de performance oferecem às empresas.

Novas estratégias

Embora o sucesso de uma transportadora também possa ser mensurado pelo tamanho de sua frota, sabemos que existem muitas outras variáveis que determinam o desempenho de uma companhia neste setor.  Afinal, quantidade não significa qualidade, principalmente se pensarmos em novos comportamentos de consumo. Experiência é a palavra de ordem, e o foco no cliente é fundamental.

Como resultado, a otimização das operações substitui a aquisição de novos veículos. Isso garante às transportadoras um crescimento vertical, em busca dos melhores resultados, em vez do horizontal, de ampliação da frota. O aumento dos custos produtivos corrobora para essa tendência. O foco na eficiência dos processos economiza recursos e mão de obra.

Na prática, isso significa investimento em ferramentas tecnológicas. Controle operacional, análise de dados, monitoramento de veículos e rastreamento veicular auxiliam na gestão produtiva.

Sobre este cenário, sinalizamos as 4 principais tendências para o futuro da logística: BI, automação, sustentabilidade e atendimento. Vamos conhecê-las melhor?

BI                                                                   

A ferramenta que oferece suporte à tomada de decisões não é novidade para os CEOs, mas é cada vez mais relevante para as empresas. Principalmente aquelas que disputam em um mercado tão acirrado quanto o setor de transportes.

Um software de Business Intelligence voltado à logística é capaz de gerar dados para análise de informação sobre toda a operação de transporte de cargas, ou seja, da armazenagem ao deslocamento e a distribuição. A partir da extração de dados, é possível descobrir vantagens para o negócio. Bem como identificar o que é preciso ser aprimorado.

É por meio dessa tecnologia que as transportadoras têm controle total da operação. Elas podem estabelecer parâmetros de qualidade para monitoramento do progresso, realizar comparações por períodos e entender a mecânica do negócio.

Empresas de logística saudáveis possuem ampla visão sobre suas atividades. Otimizam estruturas e recursos fundamentados em sólida base de dados.

Automação

No setor de transporte e logística, a automação de processos é a principal inovação. Caminhões autônomos, monitoramento de veículos, rastreador de encomendas e sistemas de gestão viabilizam operações seguras e eficientes.

Tecnologias como o ERP, por exemplo, auxiliam o crescimento das empresas ao permitir o melhor planejamento do gestor, que possui dados precisos e em tempo real de toda a operação. Além disso, garante a agilidade no processamento e envio de informações entre departamentos, bem como na emissão e controle de documentos de transporte. Dessa maneira, gargalos burocráticos desaparecem com o uso desses softwares. Tudo fica em cargo de robôs digitais.

Sustentabilidade

Junto às soluções de automação está a logística sustentável. Dados como consumo de combustível, situação dos pneus, entre outras informações do caminhão, são extraídas e repassadas rapidamente com o sistema de gestão. A agilidade viabiliza consistência nas operações, além de proporcionar a redução de custos e viabilizar um parâmetro de qualidade para análise de BI.

Isso não só traz economia para a empresa, como otimiza a gestão de recursos e, portanto, reduz desperdícios. Dessa forma, a empresa passa a ter maior responsabilidade ambiental.

Qualidade do serviço e atendimento

Finalmente, a qualidade dos processos, que influencia na satisfação dos clientes. Muitas transportadoras descuidam desta etapa da operação e perdem a fidelização, estágio importante se considerarmos a concorrência do segmento.

Clientes insatisfeitos tendem a espantar a demanda do negócio. Mais que uma entrega em perfeita ordem, é preciso estar à disposição.

O atendimento torna-se, portanto, um instrumento de venda. Suporte ao cliente e cuidado para evitar casos de produtos extraviados ou itens quebrados são as prioridades para transporte de carga.

O cuidado com remessas frágeis, perecíveis ou sensíveis à temperatura requerem do mercado logístico otimizações com embalagem e armazenamento. Sistemas WMS, de inteligência para gerenciamento de armazém, são essenciais para o futuro das transportadoras.

Conclusão

Muitos CEOs esperam que novos ciclos tragam consigo as melhorias necessárias para seus negócios, sobretudo financeiramente. No entanto, se a empresa não possui estratégias para tanto, terá os mesmos resultados de sempre.

Mudanças tecnológicas podem impulsionar a operação de transporte. Sobretudo, sistemas de gestão eficientes podem transformar processos e preparar as empresas para tais tendências para o futuro da logística, que prevê trabalhos automatizados, análise de dados e foco no meio ambiente e na experiência do cliente.