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6 desafios da transportadora no setor rodoviário

O transporte rodoviário é responsável por nada menos que 75% do deslocamento de cargas em todo o Brasil. E talvez por isso a gestão da transportadora no setor rodoviário seja tão ampla e complexa.

Nesse sentido, se atualizar sobre as principais tendências no setor é essencial para se manter no mercado, visto que se trata de um segmento muito competitivo. São mais de 700 mil transportadores rodoviários no país, que movimentam quase dois milhões de veículos, de acordo com a ANTT (Associação Nacional de Transportes Terrestres).

Assim, não são poucos os desafios da transportadora em 2020. Afinal, se destacar da concorrência exige bastante empenho. Isso porque os clientes estão cada vez mais exigentes.

Operações onerosas, decorrentes de erros e retrabalhos, são apenas algumas eventualidades que devem ser reduzidas ao máximo nos dias de hoje.

Além disso, outro ponto que requer atenção redobrada da transportadora é o quanto ela está à frente em inovações tecnológicas. Atualmente, os embarcadores levam em consideração as evoluções logísticas das empresas com quem trabalham ou desejam trabalhar.

Nesse sentido, algumas transformações são essenciais e, com o tempo, passarão a determinar quase que obrigatoriamente a necessidade de serem implementadas na empresa de transporte rodoviário de cargas.

Será que você já está preparado para as novas demandas? Reunimos neste post os 6 desafios da transportadora para o futuro do setor rodoviário, que já devem ser estudados a fim de estruturar um futuro sólido e lucrativo no mercado!

1- Implementar o departamento de compliance

A malha rodoviária brasileira conta com uma extensão total de 75,8 mil km, ao passo que, deles, 65,4 mil km correspondem às rodovias pavimentadas. Os outros 10,4 mil km, portanto, são de rodovias não pavimentadas.

Ou seja, somos operados por longas estradas, que nem sempre são boas ou seguras. Ainda assim, a legislação brasileira é bastante rigorosa em diversos pontos da operação. Nesse sentido, manter as boas práticas quanto ao gerenciamento de dados acaba se tornando necessário para a segurança logística.

É por isso que o compliance tem sido assunto recorrente entre os empresários do setor. A definição da palavra já explica grande parte do que este conceito se propõe no mundo corporativo. Do inglês, “to comply” significa “estar de acordo”.

Em suma, o compliance é o que determina a conduta e a conformidade da empresa com normas e leis, frente aos órgãos de regulamentação. Ou seja, adequando-se ao compliance, seus processos estarão em plena conformidade com a legislação.

Compliance no transporte de cargas

O compliance é, hoje, essencial ao setor de logística e transportes, uma vez que reduz o número de processos por negligências ou desconhecimento de qualquer informação legal. Evitando, dessa forma, multas e quaisquer problemas com as fiscalizações do Governo – cada vez mais rigorosas após os eventos de operações como a Lava-Jato, por exemplo.

Com um departamento voltado a este fim, é possível implementar práticas preventivas, principalmente na área financeira. Dessa forma, é possível afirmar que o compliance, quando bem empregado, não apenas deixa a empresa em conformidade com as leis, bem como auxilia no controle de custos de transporte de cargas.

Na transportadora do setor rodoviário, todo o processo deve passar por este setor. Isto é, desde a Ordem de Serviço de Transporte, manipulação das mercadorias no armazém, definição de rotas traçadas, até o abastecimento do veículo, Aviso de Recebimento de Mercadoria, entre outras atividades.

Assim, para a execução do compliance, a tecnologia é grande aliada nesta missão, pois um sistema de gestão, por exemplo, permite o controle 360º de toda a operação.

2- Ter maior participação na cadeia de suprimentos

Atualmente, em função da alta concentração de cargas no modal rodoviário, as funções de transporte e logística vão além do deslocamento e distribuição de materiais. Hoje, em muitos casos, a transportadora do setor rodoviário realiza também a gestão do armazém, bem como dos níveis de estoque, atuando de forma ainda mais abrangente na cadeia de suprimentos.

Nesse sentido, para manter a competitividade, boa parte das transportadoras já agem como operadores logísticos, uma tendência que cresce a cada ano. O foco está no planejamento e controle da produção, a fim de prestar um serviço completo aos embarcadores e, dessa forma, conquistar novos clientes.

Para implementar esse tipo de serviço na transportadora, no entanto, é preciso investir em tecnologia de gestão que permita, de forma integrada, o controle de dados de toda a operação, abrangendo, entre os processos, o armazém. Boa opção seria o ERP integrado nativamente com um sistema WMS, por exemplo.

Como resultado, um estoque inteligente assegura a integridade da carga, bem como que os produtos serão disponibilizados dentro dos prazos e com qualidade. 

3- Tratar os números com exatidão

Com auxílio da tecnologia, a transportadora do setor rodoviário pode processar informações como perfil da carga, características do veículo, motoristas transportadores, entre outras, a fim de gerar agilidade, confiabilidade e precisão na operação. Assim, aumentando a produtividade e reduzindo custos de transporte.

Tal tecnologia, caracterizada pela automação de processos, se vale do uso de robôs do sistema para a execução de tarefas diárias, como a emissão de documentos fiscais, por exemplo. Além de controlar, de forma integrada, dados de manutenção, ponto dos motoristas, etc.

Do mesmo modo, essa tecnologia de gestão – o software ERP – reduz a intervenção humana nos processos e permite a interoperabilidade de sistemas, isto é, a integração de forma automática com outros sistemas, tais como rastreamento, monitoramento de cargas, controle de rotas e seguradoras de risco, por exemplo.

E é dessa maneira que se torna possível extrair números concretos da operação como um todo, eliminar gargalos e evitar despesas desnecessárias. Tudo isso dentro do conceito de IoT (Internet das Coisas) que, em 2020, deve conectar 25 bilhões de dispositivos, possibilitando uma grande transformação na cadeia de suprimentos.

4- Garantir uma gestão compartilhada da operação

Você certamente já deve ter ouvido falar dos benefícios do BI (Business Intelligence) no setor de transporte de cargas, certo?

Ainda assim, vale reforçar: a ferramenta permite a extração e a análise de dados sobre a operação, o que permite traçar estratégias de mercado, bem como auxiliar em tomadas de decisões.

Mas isso não é novidade. O que há de novo no mercado são os painéis de indicadores logísticos, que mostram a operação como um todo tanto para a transportadora, bem como a embarcadora.

Chamada de Torre de Controle Operacional, o sistema permite uma gestão compartilhada da operação, onde os embarcadores também podem verificar dados em tempo real, como faturamento dos veículos, quilometragem rodada, disponibilidade, entre outros.

Este recurso, inclusive, já foi caso de sucesso na transportadora Henrique Stefani. Como afirma Leandro Rigelo, coordenador de Planejamento Logístico do Grupo Stefani:

“Conseguimos, com o uso da solução de BI do ERP Praxio, entender que a tecnologia que utilizamos para a integração dos processos de gestão também nos possibilitaria gerar valor para o nosso cliente embarcador”, diz.

5- Avaliar a lucratividade do cliente

É comum que imprevistos aconteçam durante a operação. No entanto, a repetição deles pode representar um grande prejuízo para a transportadora. Ainda que parte dos processos sejam de responsabilidade da embarcadora, nem sempre a transportadora repassa os custos da operação onerosa, devido à alta concorrência do setor.

Por exemplo, pode ser que os períodos de embarque e desembarque de mercadorias demorem muito mais do que foi estipulado em contrato entre as partes, o que encarece a operação.

No entanto, com a falta de informações detalhadas, muitos gestores têm dificuldades para avaliar a saúde do contrato com as embarcadoras, e acreditam ainda estar em saldo positivo quando, na verdade, podem estar prejudicadas financeiramente.

Porém, novamente com a ajuda de um sistema ERP, é possível visualizar toda a programação e analisar cada cobrança, bem como os custos envolvidos – desde o que foi negociado em frete, até abastecimento, pneus, pedágios, valores do motorista, custos de manutenção, etc.

Dessa forma, o empresário pode fazer um comparativo entre o que foi negociado e o custo da operação como um todo, o que fornece à transportadora o poder de decidir se vai redefinir o contrato junto à embarcadora ou encerrá-lo.

6- Aliar-se à susrentabilidade

A sustentabilidade tem sido pauta de discussão em todos os setores, e no transporte rodoviário não poderia ser diferente. Afinal, algumas transportadoras no setor rovoiário têm até feito receita dos recursos sustentáveis.

Além disso, aliar-se a estratégias de sustentabilidade representa hoje um diferencial no mercado, pois alguns embarcadores exigem que seus parceiros trabalhem com ISO (Organização Internacional para Padronização), um conjunto de exigências ambientais.

Dessa maneira, empresas que seguem o processo de auditoria de ISO devem otimizar o descarte de resíduos, bem como integrar a gestão de manutenção ao departamento de compras e estoque

Isso porque garantir uma compra programada reduz o estoque. Contribuindo, dessa maneira, para um consumo consciente na operação.